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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

O desconsolo da saudade...

Há dias e dias... Como em tudo na vida, também na morte e no luto.

Ter um luto bem resolvido não significa não sentir falta, não ter saudades. Não, de modo algum.

E, há dias, alturas, tempos, em que a saudade se impõe, carrega recordações e a lembrança da falta que nos faz quem perdemos. Quando nos sentimos mais frágeis, quando acontece um episódio semelhante à vivência que tivemos com esse alguém, quando temos um sucesso/acontecimento que seria importante para esse alguém (ou para nós que esse alguém estivesse presente), quando desempenhamos certos papéis, em data especiais, ou em todas estas situações em simultâneo...


Ando nesses dias...

Sinto uma falta imensa e uma necessidade não satisfeita (impossível de satisfazer) de falar contigo, mãe… De te contar o que se passa e o que sinto, de te perguntar o que farias ou o que fizeste, quando te aconteceu o mesmo!

E a única maneira de o fazer, é falar com o meu coração...
Não acredito em céus, deuses e diabos... Acredito que tudo tem um fim e esse vem com a morte. Acredito que moras em mim e em quem te ama e, essa é a única vida que ainda existe para quem morre.
Seria talvez mais fácil acreditar em céus, em sinais e em almas que nos ouvem… Mas não é o caso.


Sinto saudades.

E, se é verdade que sentiria saudades de qualquer modo, se é verdade que ser mãe também me trouxe um pouco de ti de volta, também há momentos em que me faz sentir mais estas saudades e esta necessidade insatisfeita de partilhar contigo as minhas dúvidas, incertezas, medos e frustrações… Saudades de rirmos, chorarmos, conversarmos…

Não eras perfeita. Ninguém é. Mas eras uma boa mãe (excelente). E és, para mim, um exemplo a seguir.
Por isso, é às recordações do que vivi contigo, dos teus comportamentos enquanto mãe que me agarro com força, quando sinto que tenho de desencantar mais paciência, compreensão, calma e tolerância.

 

Mas a minha memória de filha, não me dá a perspectiva, os sentimentos e frustrações por que passaste, nem o modo como conseguiste superar isso. Não me dá as respostas às minhas questões enquanto mãe...

Se por um lado, é verdade que algumas se “auto respondem” e certas normas/acontecimentos se tornam claros com a água, outros nem por isso…


Não tendo como ter respostas tuas… Não tendo como partilhar (mesmo e a sério) estes momentos, falo com a mãe que mora no meu coração, esperando encontrar lá tudo o que me deste de ti… Mas isso não deixa de ser um desconsolo em determinadas alturas…

 

Fazes-me falta… Farás sempre ainda que te traga no meu coração.