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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Quando eu morrer...

Não, não me refiro à música dos Xutos & Pontapés ,  ainda que goste bastante dela. 

 

 Refiro-me à morte mesmo e em continuação do que já disse aqui: “Não há vida sem morte. Nem morte sem vida.”

 

Seja um assunto tabu ou não, ninguém pode fugir à morte. E para quem vai acumulando perdas ao longo do caminho, este assunto vai-se tornando parte da vida (seja ele vivenciado de uma maneira mais ou menos dolorosa).

 

Venho “falar-vos” da morte na primeira pessoa: da minha (tu, nossa) morte. Da questão: E quando eu morrer?

Já se perguntaram alguma vez?

 

E quando eu morrer?

O que quero ver escrito na minha lápide?

Quero uma lápide?

O que quero que façam ao meu corpo quando morrer?

Quero ser enterrada? Quero ser cremada?

Quero que me vistam algo em especial?

 

Tenho-me vindo a interrogar e as minhas respostas têm mudado ao longo dos tempos.

Não desejo a morte, de modo algum e muito menos desejo o provavel sofrimento prévio a ela. Mas concebo-a como inevitável.

Acredito que quando morrer, morri. Acabou. Acabou tudo: felicidade, dor, alegria, tristeza... Não importa. É o fim.

E, ainda que não a desejando, entre perder aquelas pessoas ou morrer eu, por favor, deixem-me ir, que o que eu não sei se aguento é mais perdas.

(E já agora, eu sou a favor da Eutanásia, façam-me o favor de tropeçar lá no fio e desligá-lo da corrente se for só isso que me mantem viva.)

 

Então, e quando eu morrer?

 

Costumava dizer que gostava de ser cremada, mas não para guardarem as minha cinzas e “passarem a ter o cemitério em casa”. Não, por favor. Que as deitassem ao vento, ao mar, para uma planta, para o lixo. Era-me igual.

 

Mas, a realidade é que não importa. Já não serei, não estarei, não sentirei, não verei. Não interessa.


Por isso, façam o que entenderem e vos fizer sentir melhor. O que importa é que quem fica faça o que os ajudar mais... O que lhes dê maior amparo, alívio ou conforto...

 

Uma campa para visitar? Ok.

Um enterro com aquela roupa em que gostavam de me ver, com cara tapada ou não, caixão aberto ou fechado, na igreja ou não? Tudo bem.

Uma cremação e guardam a urna com as cinzas? Ok.

Não querem as cinzas e preferem deixá-las mesmo no cemitério/funerária? Tudo bem.

 

Sinceramente, o que eu quero é que quem fica, sofra o menos possível e que faça com o meu corpo (sim, corpo, eu já não estou!) o que achar melhor e lhe traga menor sofrimento.

 

Assim, têm a minha autorização em vida, para fazerem o que bem entenderem comigo quando já não estiver cá.

 

 

E, vocês? Já algum dia se questionaram ou pensaram sobre isto?