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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Trapalhona, distraída e desbocada...

Ontem, foi dia de contar embaraços na Rádio Comercial...

Eu não tive oportunidade de participar... E, se calhar, ainda bem,  que a coleção aqui é grande!

 

Destacando algumas...

 

- dizer numa aula, alto e bom som, "autopiça" em vez de autópsia...

 

- ir a descer escadas e quase cair várias vezes (por tropeçar nos próprios pés), conseguir não cair e chegar ao fim das escadas em pé, tendo-me apoiado pelo caminho em perfeitos desconhecidos... (aconteceu bem mais vezes do que gostaria de admitir...)

 

- perguntar ao dirigente de uma organização se veio para a entrevista de seleção (para camionista), após ele me ter vindo cumprimentar, apresentando-se apenas pelo nome...

 

- parecer demente por dizer bom dia à tarde e boa tarde de manhã (em qualquer situação, incluindo estando a trabalhar com idosos...) 

 

- o meu professor de latim (que era padre) contar uma anedota daquelas em que os personagens são imaginários, envolvendo comunistas inteligentes e burros pelo meio... Eu não me rir e no fim perguntar-lhe, com a maior calma, se estava a dizer que a minha mãe era burra, uma vez que ela era comunista. E, ainda acrescentar, algo do género: eu sei que Marx dizia que a igreja era o ópio do povo, mas até acho que a ideologia comunista deveria ser a da igreja...

 

- uma longa lista de desvarios e mal entendidos graças à minha mania de ser irónica, enquanto falo com o ar mais natural do mundo (demasiados para que me recorde de um em específico)... 

 

Enfim... É melhor nem dizer mais! 

 

 

Rádio Comercial

 

 

A ovelha negra... ou o inconformista...

Claro! Ou não fosse ele meu filho!

 

Na "escola", costumam fazer trabalhos e expor os mesmos nas paredes e porta da sala...Decoram assim a entrada e os pais entretêm-se a tentar descobrir qual a "obra" dos seus rebentos.

Como é hábito, pergunto onde está a do meu, quando não a consigo localizar, mesmo sabendo que a educadora não se vai já lembrar de qual é a dele... Mas não resisto a insistir neste jogo do "Quem é Quem"!

 

E não é que nesta última tarefa, dedicada à primavera, a Educadora sabia exactamente qual a obra do meu filho!

 

Como é que ela se lembrava exactamente qual a flor que o meu B. pintou?!

 

Foi o único a escolher as cores castanha e vermelha para essa tarefa!

Mas qual seria a piada de pintar uma flor, a simbolizar a primavera, de cores alegres?
Isso é o que toda a gente faz! Há que ser original!  ;)

 

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Hiperativa ou com Bichos carpinteiros... Quero lá saber! Quero é correr!

Sempre fui muito ativa, irrequieta... Ou melhor, já fui mais... (Ai, a velhice! ;P)

A minha mãe dizia que eu tinha "bichos carpinteiros" ou "picos no rabo" e, na primária, ganhei a alcunha de "tomatinho", porque andava sempre bem coradinha de tanto correr.

Mas ninguém me chamou "hiperativa" (que eu saiba!). Ou pelo menos, ninguém me diagnosticou com uma Perturbação de Hiperatividade com ou sem Défice de Atenção (PH/DA) e me encheu de Ritalina (passo a publicidade).

Porquê?

 

Porque nunca fui hiperativa, mas sim ativa e porque, na minha altura, a difusão deste conceito era menor, quando agora parece ser moda... De tal modo, que já se fala da existência de um hiperdiagnóstico desta doença, bem como uma sobremedicação destes casos.

 

Mas até mais do que a existência deste fenómeno a nível médico e dos serviços de saúde (de psicologia incluídos), preocupa-me o rótulo!

Se uma criança tem energia, corre, pula, fala, mexe-se e “respira” mais alto, é chata, maçadora, não pára quieta e, como tal, leva o selo de “hiperativa”.

Ou seja, o que o rótulo significa e aquilo que fica subentendido é que é uma criança “chata e maçadora” ou “um monstrinho incontrolável”…

 

Como acham que se sente a criança rotulada (quando já tem capacidade para compreender o que significa esse rótulo)?

E os seus pais? Os pais da “criança monstrinho” será que se sentem aliviados, pois “a culpa” é de uma doença qualquer e não da educação dada? Ou será que sentem exatamente que o que lhes estão a dizer é que têm “filhos monstrinhos e chatos” e que são pais incompetentes, que não conseguem controlar a criança?

 

Mas, é preciso controlar? É preciso que as crianças fiquem imóveis e caladinhas? Porque haveria de ser suposto as crianças serem “mini adultos”?

Porque quando não o são, isso torna-se chato ou maçador (principalmente para os adultos)?

De facto, seria muito mais fácil tomar conta delas, se ficassem sentadinhas, quietinhas e caladinhas nos sítios que lhes destinamos. Davam menos trabalho e chateavam menos… Mas, assim como assim, mais vale ter um Nenuco ou comprar um aquário com peixinhos! (Minha opinião, lamento! A liberdade de expressão tem duas faces: a nossa e a dos outros)

 

É suposto as crianças terem energia, quererem explorar o mundo, falarem e correrem!

É sinal de saúde! Por algum motivo se forem a um pediatra com uma criança doente, @ médic@ vos pergunta se ela tem estado ativa ou mais parada, se tem energia ou não! E, por algum motivo, se apressam a desconsiderar a “maleita” da criança se a vêem ativa e tagarela.

 

Por muito “chata” que se possa considerar uma criança ativa, isso não faz dela hiperativa.

Trata-se apenas de uma consideração pessoal de quem avalia a criança. Muitas vezes, um juízo de valor que se prende também com a personalidade (e nível de paciência) de quem o emite. Uma nova forma de nos queixarmos da energia de uma criança, mascarada de preocupação ou colocada em termos “politicamente mais corretos” ou aceites socialmente.

De todo o modo, nada disto faz com que não seja suposto uma criança ter energia e ser ativa, nem faz com que ela mereça ser rotulada com uma perturbação/doença.

 

Agora, claro que há miúdos efetivamente com PH/DA. Também os há, que não tendo PH/DA , têm muita energia. Caberá aos especialistas fazerem essa distinção.

 

De resto, o que há, são crianças…

Algumas mais aventureiras e que parecem querer explorar o mundo com as mãos, outras mais recatadas que analisam o ambiente à distância na segurança do colo/pernas dos pais.

Algumas tagarelas e extrovertidas, outras tímidas e introvertidas.

Algumas que gostam de atividades mais físicas ou que impliquem movimento, outras que gostam de atividades sem grande esforço físico.

Algumas que adoram o amarelo, outras que gostam mesmo é do verde.

 

Resumindo, há pessoas diferentes. Em criança e em adultos.

E, há uma diferença entre ser ativo e ter hiperatividade. Deixemos de colocar rótulos sem necessidade.

 

 

E, não me levem a mal por estas considerações….

É que, se por um lado, eu era essa criança chata irrequieta, tagarela que se metia nas conversas dos adultos e lhes punha os nervos em franja com tanta correria e saltos; por outro, sinto bem na pele o que cansa ter uma criança cheia de energia!

E também sinto o que é levar com as considerações (não solicitadas, de conhecidos e desconhecidos) acerca da quantidade de energia que o meu filho tem ou deixa de ter, consoante o contexto e altura em que se cruzam com ele… Desde o “que bem comportadinho” ao “menino muito irrequieto /hiperativo”… Ouve-se de tudo e procurar-se integrar ou relevar.

 

Claro que cansa, mas não quereria ter outro filho, nem o quereria amorfo, parado, sem a sua vitalidade e energia características! De certo modo, é o meu castigo (ou karma), para perceber bem o que fiz passar a minha mãe…

Mas, confesso, que no fundo, sorrio, porque sei, que independentemente de tudo o resto, tenho um filho saudável, curioso e bem desenvolvido. Que tem muita energia de facto, mas, sabem que mais? Eu também!

 

E, agora…

-“Um… Dois… Três! Partida!” – vou-me para mais uma corrida com o meu pardalito! Quem conseguir, que nos acompanhe!

 

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- Parar para uma fotografia! Oh, mãe! Mas há tanto por explorar! - a minha pessoa, com 6 anos.

 

 

Um pensamento: Porque nos passam a vida de adultos a pedir para correr e fazer mil uma coisas (o famoso multitasking), mas numa criança isso é um comportamento indesejável?

O desconsolo da saudade...

Há dias e dias... Como em tudo na vida, também na morte e no luto.

Ter um luto bem resolvido não significa não sentir falta, não ter saudades. Não, de modo algum.

E, há dias, alturas, tempos, em que a saudade se impõe, carrega recordações e a lembrança da falta que nos faz quem perdemos. Quando nos sentimos mais frágeis, quando acontece um episódio semelhante à vivência que tivemos com esse alguém, quando temos um sucesso/acontecimento que seria importante para esse alguém (ou para nós que esse alguém estivesse presente), quando desempenhamos certos papéis, em data especiais, ou em todas estas situações em simultâneo...


Ando nesses dias...

Sinto uma falta imensa e uma necessidade não satisfeita (impossível de satisfazer) de falar contigo, mãe… De te contar o que se passa e o que sinto, de te perguntar o que farias ou o que fizeste, quando te aconteceu o mesmo!

E a única maneira de o fazer, é falar com o meu coração...
Não acredito em céus, deuses e diabos... Acredito que tudo tem um fim e esse vem com a morte. Acredito que moras em mim e em quem te ama e, essa é a única vida que ainda existe para quem morre.
Seria talvez mais fácil acreditar em céus, em sinais e em almas que nos ouvem… Mas não é o caso.


Sinto saudades.

E, se é verdade que sentiria saudades de qualquer modo, se é verdade que ser mãe também me trouxe um pouco de ti de volta, também há momentos em que me faz sentir mais estas saudades e esta necessidade insatisfeita de partilhar contigo as minhas dúvidas, incertezas, medos e frustrações… Saudades de rirmos, chorarmos, conversarmos…

Não eras perfeita. Ninguém é. Mas eras uma boa mãe (excelente). E és, para mim, um exemplo a seguir.
Por isso, é às recordações do que vivi contigo, dos teus comportamentos enquanto mãe que me agarro com força, quando sinto que tenho de desencantar mais paciência, compreensão, calma e tolerância.

 

Mas a minha memória de filha, não me dá a perspectiva, os sentimentos e frustrações por que passaste, nem o modo como conseguiste superar isso. Não me dá as respostas às minhas questões enquanto mãe...

Se por um lado, é verdade que algumas se “auto respondem” e certas normas/acontecimentos se tornam claros com a água, outros nem por isso…


Não tendo como ter respostas tuas… Não tendo como partilhar (mesmo e a sério) estes momentos, falo com a mãe que mora no meu coração, esperando encontrar lá tudo o que me deste de ti… Mas isso não deixa de ser um desconsolo em determinadas alturas…

 

Fazes-me falta… Farás sempre ainda que te traga no meu coração.

Adeus publicidade aos gritos! Vou ter saudades... Not!

Finalmente, vai passar a ser regulado e proibido aumentar estridentemente o som nos intervalos dos programas de tv!

 

Adeus televisão ao gritos sem mais nem para quê! 

 

Estou aos pulinhos e não é por ter apanhado um valente susto com o som estridente de um anúncio! Para variar! 😜

 

 

 

Nota: Na realidade, acho que isto até pode favorecer os anunciantes... Sem o barulho repentino incomodativo, pode ser que, em vez de correr para o comando para mudar de canal, uma pessoa até de distraia e veja de facto o anúncio... 

É que gritos podem chamar a atenção, mas perturbam a transmissão da mensagem... 

 

Mulher... Igualdade ou um ramo de flores?!

Não quero flores, nem prendas, nem tratamentos especiais. E francamente, irritam-me os milhares de "posts", notícias, tweets ou o que seja que reduzam o dia da mulher a estes artigos...

 

É dia da Mulher pelo que aconteceu neste dia no ano de 1857. Pelo sacrifício feito por 130 mulheres. Mulheres que pediam Igualdade! Igualdade é exactamente o oposto de tratamentos especiais!

 

Preocupa-me que neste século ainda se confundam estas noções! Ainda que perceba que numa sociedade consumista, tudo (ou quase) seja reduzido a prendas e "compras"...

 

Entristece-me que em 2016, quase 160 anos depois da morte daquelas mulheres, ainda se confunda feminismo com radicalismo e que se confunda a luta pela igualdade de direitos (que é das mulheres e dos homens também) com "meninas ressabiadas que não arranjam marido" (ou lá que esterótipo idiota se associe ao feminismo).

 

Entristece-me que há uma semana atrás tenha havido tanta polémica, com uma boa prática de uma empresa que decidiu promover a igualdade retirando "sexismos" dos seus brinquedos. Que o conceito de liberdade de escolha não seja consensual, e se confunda o mesmo com "preciosismos" ou "manias das maluqinhas feministas"...

 

Entristece-me que tenham de existir anúncios que põem a nú a desigualdade que ainda existe, como este.

 

Entristece-me que a desigualdade ainda seja prática corrente e que, quando se procura contrariá-la, isso gere polémica...

 

Mas se calhar, isso é porque eu também devo ser uma dessas "maluquinhas ressabiadas" que acredita que o sexo de uma pessoa não devia ser motivo para desigualdades... sejam lá elas quais forem...

 

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  In Capazes.pt

Agricultora, mas pouco...

... ou a Horta possível.

 

Se há uns anos atrás alguém me dissesse que eu iria andar a tentar plantar coisas (nem que fosse uma planta), eu rir-me-ia às gargalhadas. 

- Eu?! Que nem ligo a plantas e nem quando até gosto de alguma a consigo manter viva?! Ou as afogo ou as mato à sede! Ou sei lá o que faço. A verdade é que morrem todas! 

- Eu que dei as plantas todas da minha mãe, porque sabia o quanto ela gostava delas e não queria matá-las todas?!

 

Pois é... Mas o tempo passa,  crescemos, mudamos... 

Planta a planta, tentativa a tentativa,  vamos ficando mais confiantes. 

 

Na realidade, acho que o grande impulsionador dessa confiança foi o "tronco da felicidade". Sim, uma daquelas plantas que dizem só crescer em casas felizes. 

Nunca acreditei nessas superstições, mas a verdade é que em casa da minha mãe, a desgraçada pouco cresceu. Foi para casa  da minha cunhada e ganhou vida... Depois veio para minha casa, por circunstâncias da vida, e... Nem queria acreditar! Não é que o raio da planta ganhou três rebentos novos!

Vá-se lá perceber!

 

E assim, aos poucos, fui ganhando confiança... 

 

Depois veio o meu "rebento"  e com ele preocupações com a alimentação saudável e natural... Uma necessidade pouco valorizada até aí. 

 

E, pronto, cá estou eu! 

Primeiro com o vasinho da salsa, a seguir plantei cenouras com o B. e, por fim, enchi-me de coragem e toca a plantar uma mini horta, em "vasos de esferovite", como me aconselharam! (Diz que fazem de estufa) 

 

Vamos lá ver no que isto vai dar... 

Será que daqui a uns tempos tenho tomates, alface e courgette "caseira" da varanda? Ai, desculpem, da horta! 😉

 

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Diria a minha mãe:

- Quem és tu e o que fizeste à minha filha? 

A criar um "monstrinho das bolachas"... Ou vários!

Por vezes, as melhores receitas são mesmo as da nossa infância. Não só as das mães e avós, mas também de livros que nos deram quando eramos pequenos...

Há uns tempos recuperei uma dessas receitas e, depois de experimentar variadíssimas outras, esta mantém-se a minha favorita! E também uma das mais pedidas por quem as prova.

 

E, como sempre, procuro incluir o meu filhote nestas atividades.

Faço-o, porque acredito que é importante fazer atividades em conjunto. Faço-o também em parte porque sinto isso como um contributo para que exista uma maior igualdade de género nas novas gerações. Mas, acima de tudo, porque acho fulcral que ele experimente, toque, mexa num pouco de tudo, para que um dia ele seja autónomo e independente: afinal, toda a gente tem de comer (ter roupa lavada, casa limpa, etc.)!

 

Mas regressando ao tema...

As bolachas! Já as fizemos diversas vezes e com variadíssimas nuances e experiências!

 

Misturamos tudo em conjunto e depois vem a parte "difícil" da tarefa... Deixá-lo fazer bolinhas para as bolachas, sem comer mais de metade da massa crua! Diz ele:

- Posso provar, mãe? (...) Mas eu ainda não provei! (...) Posso provar mais um bocadinho?

Pois é! Tenho um "monstrinho das bolachas" em casa, que se não estou atenta, nem mas deixa pôr no forno!

Pior só mesmo com chocolates!

 

Mas vá lá, algumas ainda conseguem sobreviver e chegar ao forno... Eis, a última fornada, com as variações: passas, pepitas de chocolate e baunilha.

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Dê por onde der, é uma atividade gira para fazer com miúdos, desde que se tenha tempo e paciência!

 

 

A receita para quem quiser experimentar:

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Alguns truques, dicas e experiências:

  • Na receita não diz, mas eu coloco uma colher de chá de fermento, pois ficam mais do tipo biscoito. Se não colocar o fermento, ficam mais duras. Como só faço metade da receita do livro (pois não coloco a cobertura de açúcar que ajudaria a amolecê-las), prefiro colocar o fermento para não ficarem tão rijas. Questão de gostos.
  • Também já substituí parte da farinha por amêndoa moída e ficaram muito boas.
  • Para quem gosta de canela, também é possível colocar um pouco mais que ficam boas ou retirar totalmente a canela da receita para quem não gosta.
  • Também se pode adicionar raspa de limão.
  • Se gostarem, adicionem um colher de chá de baunilha ou até mais (e pode substituir a canela).
  • Por fim, também dá para fazer um "furo/cova" no meio das bolachas e colocar lá doce ou nutella.
  • Uma dica, para ter menos trabalho: em vez de estender a massa e estar a cortar, faço bolinhas de massa e "espalmo-as" com as mãos enfarinhadas ou utilizo um garfo para as espalmar (ficam com "riscas" ou "xadrez"... dá para brincar com as marcas que o garfo faz, ou seja). O meu B. gosta de as espalmar com o garfo. Acha piada.

 

Bom proveito!

Ainda sobre a igualdade de género...

Na sequência deste post, e ainda sobre a importância dos exemplos que damos às nossas crianças, das escolhas e de como estas transmitem mensagens sobre os papéis consoante o sexo...

 

Não foi só a MacDonald's a ter uma boa prática, a Ariel fez uma publicidade na Índia que devia ser difundida pelos quatro cantos do Planeta! E passo a publicidade, pois acredito que a merecem e não, não ganho nada com isso. A não ser uma mudança de mentalidades, caso o vídeo surta efeito.

 

Vejam por vocês e digam-me o que acham!

 

 

Nota: Esta é a versão legendada em Pt-Br, retirada do site Tudo Sobre a Minha Mãe, pois é importante compreender o que é dito. Só a imagem, não surtiria o mesmo efeito. O vídeo original está disponível na página de Youtube da Ariel India.

 

 

 

 

Brinquedos Sem Rótulos e Sexismos

Ontem, vi esta Notíca sobre o Happy Meal sem distinção de Sexos e adorei!

 

Pode parecer irrelevante ou preciosismo, mas não é!

 

A verdade é que acredito que, enquanto as meninas nascerem em quartos cor-de-rosa fofo com princesas, lacinhos e ponpons e os meninos em quartos azuis com carros e animais, não pode haver igualdade.

Não pode, porque implicitamente estamos a dizer aos meninos e às meninas o que eles "devem ser" e do que "devem gostar"...

"Coisinhas fofas" para as meninas sensíveis e embonecadas e brinquedos másculos de homem para os meninos.

 

E ai de quem se atreve a vestir as criaturinhas de amarelo, laranja, branco ou qualquer outra cor que não a permitida, pois é logo inundado com a questão que se tem por mais pertinente:

- É menino ou menina?

Ou melhor ainda (adoro esta):

- Ai, tem uma cara tão linda... É menina, não é? - do que se depreende que os meninos, por oposição, serão com certeza feios... O que é maravilhoso, porque foi uma frase que ouvi milhentas vezes acerca do meu menino vestido de vermelho, laranja, castanho, amarelo e tudo, menos azul (só para contrariar).

 

Ora, ainda que percebendo o jeito que pode dar (aos outros) simplificar sexos em cores, lacinhos e folhos ou coisas lisas sem floreados ("à homem"), esse tipo de simplificação não promove igualdades!

 

Não há igualdade se limito a liberdade de escolha das crianças, se tenho de escolher na fila do hipermercado se vou ao corredor dos "brinquedos de menina" ou ao dos "brinquedos de menino", se só lhe permito vestir certa cor (não vá ser apelidado de "maricas" na escola e sim, este preconceito afeta mais os meninos), se não lhe der oportunidade de experimentar brinquedos, cores, tarefas, pinturas, livros e jogos "apropriados" ao sexo dele.

 

Há uns dias estava a escolher um livro para dar a uma menina... O meu marido mostra-me um livro, cor-de-rosa, cheio de fadas, princesas e brilhantes, com o título "Histórias para meninas". A minha resposta:

- "Nem que me paguem ofereço algo sexista a uma criança!" - Ele riu, pois já sabe como certas coisas me "incendeiam"...

 

Só que a verdade é que não veria mal nenhum no livro se o seu título fosse "Histórias para crianças". Porque hão-de delimitar o público-alvo para um livro infantil?

Será que o meu filho, por ser menino, não pode gostar de fadas, de brilhantes, princesas e de cor-de-rosa? Qual o mal se ele gostar?

E será que as meninas não podem gostar de livros sobre carros, ferramentas e piratas? Qual o mal se elas gostarem?

E, já agora, porque chamaremos "maricas" ao menino e à menina "maria-rapaz"?

 

Só a titulo de curiosidade façam uma pesquisa no Google por imagens: "Livro Histórias para Meninas".

Depois troquem o "a" de Meninas por um "o" e vejam a diferença...

O que acham que estas imagens ensinam às nossas crianças?

 

Uma coisa vos garanto, não ensinam igualdade de género.

 

 

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