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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Dad's the boss and the best!

Hoje, li este texto, que me fez refletir na importância de reconhecermos o valor dos pais (homens).

 

Por isso hoje, quero agradecer ao melhor pai que conheço! E não, não é o meu... O meu estava bem longe deste pai que vos falo (e ainda bem!). 

 

Eu tenho a sorte de ter um ótimo marido, que é o meu melhor amigo, o meu parceiro (na verdadeira acepção da palavra) e principalmente um excelente pai! O melhor que conheço! 

 

Um pai a sério, presente,  que faz este caminho fantástico (mas também difícil) da parentalidade a par comigo. Um pai como o do texto acima. 

 

Ora, vejam lá se não é verdade:

 

* Teve uma paciência incrível, quando o pardalito era bebé, para o ajudar a pegar na chupeta (já eu tinha desistido há muito),  sabendo que o ia ajudar a acalmar e tranquilizar (não é à toa que em inglês se chamam às chupetas "pacifiers"). Mas também foi rápido na retirada progressiva da mesma, quando percebeu que já não era tão precisa. 

 

* Andou horas e horas, fez km e km, não dormiu e embalou-ao colo noites a fio, fosse para me render (fazíamos turnos à vez), fosse porque eu já não aguentava mais, para me deixar dormir um pouco. 

 

* Deu e dá um colo mágico que cura e protege, quando há dores e maleitas, por vezes bem mais requisitado que o da mãe (para delícia e inveja dela). 

 

* Tem o poder da super audição, que ouve qualquer gemido e corre em socorro, quando eu estou completamente ferrada à noite (mesmo, que o meu poder é dormir que nem uma pedra... E não digam nada a este super pai, mas ainda durmo melhor e mais descansada,  porque sei que ele tem o poder da super audição...). 

 

* Leva o filho a passear e a fazer corridas de bicicleta, subindo rampas para ele poder descer a alta velocidade (parece-me a mim), enquanto o pai corre pela descida ao lado dele, não vá haver algum azar. 

 

* Ensina o filho regras de higiene,  a ter cuidado para não se sujar, a lavar os dentes... 

 

* Dá-lhe espaço, mas mantém sempre a vigilância e fica aflito e numa ânsia tão grande quanto eu, ainda que a procure disfarçar, quando algo  não corre bem.

 

* Inventa corridas, fileiras e jogos com os carros para delícia do rapaz.  

 

* Limpa ranhocas como ninguém! Está sempre preparado, qual super herói, ainda eu estou à procura, já ele está com o lenço a limpar. 

 

* Corre em socorro a alta velocidade, seja para ir ao médico, para dar um beijinho mágico numa esfoladela, para dar um mimo nas birras ou para o resgatar de uma situação de desconforto para ele (como uma festa de natal na escola, em que só não saltou para o palco porque não conseguiu)...  

 

* Procura filmes e desenhos animados como ninguém para que o filhote veja novos filmes e se entretenha. 

 

* Dá banhos a alta velocidade, que deixam o pardalito cheiroso, enquanto a mãe faz o jantar. 

 

* Inventa histórias novas a cada noite e canta discos pedidos... 

 

* Constrói uns carros de lego mal amanahados (lamento, é a verdade), mas tenta para fazer a vontade ao filhote. 

 

* Disciplina, refila, exaspera e perde a paciência tanto como eu. Tal como ri, brinca e faz palhaçadas tanto como eu (ainda que cada um a seu modo). 

 

* Quando eu não posso, não estou (ou não estou capaz), substitui-me e trata de tudo sozinho para que nada falhe e nada falte ao filhote... 

 

 Enfim, é um pai fantástico, sempre presente e atento, que faz com que o nosso filho tenha muita sorte!...

E eu, que o amo ainda mais por ser um pai assim, também! 

 

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Infelizmente, nem todos os pais o são. Mas deviam...

A questão é se não são porque não querem ou porque nunca foram educados para (obrigada sogrinhos) ou porque não lhes foi permitida/reconhecida competência enquanto pais... 

Se calhar alguns até gostariam de o ser, se tivessem espaço para isso... Se fossem considerados, por todos nós, pais de direito com tanta qualidade como as mães (que não são boas, só porque sim... Muitas há que não chegam aos calcanhares deste pai que vos falo, nem de tantos outros que conheço...).