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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

A aventura de...

... ser pai na diferença.

 In ASEM Catalunya

 
 

E eu diria que, obviamente de um modo diferente, mas também...

 

... de ser pai (de um modo geral).

... de ser adulto.

... de viver.

 

Porque a vida nunca é bem aquilo que sonhamos... 

Que consigam sempre descobrir e apreciar "tudo o que é especial na (vossa) montanha"!

 

 

 

P.S. Não refilem se ficaram a chorar com o vídeo... Ainda estou a limpar as minhas lágrimas... Também fazem bem. ;)

Namorada?! Como assim namorada?!

Mau, Maria! 

Mas, mas... Não estou preparada para isto! 

 

Talvez daqui a uns 10 anos ou assim... Quando eu já for mais velhinha... 

 

Agora, já?! 

Como passou o tempo sem me aperceber?

 

E dão-me a novidade assim de chapuz?!  

Chego e dizem-me que...

... que...

... que...

Ele tem uma namorada!?!?!?!?!?

 

Carolina?! Mas quem é essa Carolina? 

 

nora_2.jpg

  

Ok... Já sei quem é a Carolina... Conheci-a hoje...

 

E estamos neste ponto.

Nem 4 anos tem ainda e já me tem uma namorada... ;-P

Sobre o escrever...

Porque tenho um Blogue? 

Já me questionei algumas vezes, seja porque é uma pergunta que se vê recorrentemente na blogosfera, seja naqueles dias em que simplesmente me questiono, porque sim...

 

A verdade é que decidi criar um blogue para catarse... 

Sempre gostei de escrever. Sempre foi algo que senti como terapêutico, que de algum modo me "alivia".

E quando me apresentaram na faculdade as terapias narrativas ou outras estratégias que recorrem à escrita na terapia, fez-me todo o sentido.

Por isso, porque não ter um blogue?

 

Assim e primeiro que tudo, escrevo "egoisticamente" para mim.

Para desanuviar, para libertar o stress, para "falar" do que me aborece ou alegra, para "deitar cá para fora".

Para não deixar acumular em mim, aquilo que às vezes me apetece gritar e nem sempre posso. 

Para me organizar e organizar o meu mundo emocional, porque o ato de escrita a isso convida.

 

Mas então porque não colocar o Blogue privado? Porque não escondê-lo? Torná-lo privado, como um diário... 

 

Confesso que às vezes preferia escondê-lo para que não me lessem... 

Para escrever tudo o que me vai na alma sem ponderar. Sem receio de ofender. Sem temer ferir as pessoas, principalmente quem me conhece e sabe quem sou...

Para tirar o filtro naquelas alturas em que não apetece ser assertiva, mas sim "despejar" tudo cá para fora, às vezes até de um modo mais agressivo...

 

 

Mas por outro lado, também há outras alturas em que escrevo para partilhar algo que achei importante, interessante, engraçado, idiota... Sei lá.

 

E, claro que também gosto quando me lêem. Não vou dizer que não. 

Claro que quando alguém acha interessante o que escrevo ou perde o seu tempo a ler-me, fico contente com isso, como qualquer outra pessoa. Uma palmadinha no ego, vá, como que a dizer: "até dizes umas coisas giras"... hehehe

E também sabe bem ter um feedback para que escrever não se torne um ato tão solitário.

Por isso, desde já, a quem me lê, a quem me dedica um pouco do seu tempo (concordando ou não com o que digo), o meu muito obrigada! 

 

Mas há também um outro motivo. 

Ao saber que pode acontecer lerem-me, ao saber que o Blogue é público, também me obrigo a moderar. 

E isso pode ser mau quando o que me apetece é "despejar sem filtro" e sinto que não posso, mas também é bom porque me obriga a ponderar, a refletir sobre o que me está a incomodar, a procurar ser mais racional e assim também a organizar-me. Ou seja, obriga-me a não fazer só uma catarse no sentido da descarga e da libertação, mas também a "trabalhar" o que sinto e o modo como "falo" disso.

 

 

Concluindo, que me perdoe quem me lê, mas a verdade é que tenho um blogue pelos motivos mais "egoístas"... Antes de tudo, para mim...

Ainda que mantenha sempre a preocupação de tentar não ferir ninguém no modo como escrevo, e a de respeitar os outros e ser educada, porque me podem ler. E, sem dúvida que tenho gosto em ser lida! A sério que agradeço a quem perde um pouco do seu tempo comigo. Mesmo!

 Só não tenho intenções, nem desejos de ser uma grande blogger/escritora, sempre a angariar seguidores... Ou de que o Blogue se torne uma obrigação. 

Prefiro vir cá quando me apetece ou preciso e se, tiver algum feedback tanto melhor, se não, de todo o modo, já fiz a minha "terapia". 

 

Writing_Quote.jpg

 

E, numa nota, mais cómica, que ainda assim carrega a sua verdade...

Tagarela...

Hoje o FB trouxe-me esta recordação de há dois anos... 

Tem mais tempo, mas creio que só a publiquei no Facebook do Ice há dois anos.

 

E eu pus-me a pensar...

O modo tagarelar sem interrupção nunca mais se desligou...

 

E, às vezes, chateia... O silêncio também é preciso.

E não nos chateia só a nós. Não! Passo a vida a receber recados da creche acerca da questão... Porque estava a cantar quando a educadora estava a falar. Porque era hora de dormir e ele se pôs a cantar. Porque não se cala... Porque se não é a falar, põe-se a bater o pé (som rítmico)...

 

E Pensei: deve ter sido mais ou menos isso que a minha mãe passou... Ainda estou a ouvi-la:

- "Qualquer dia compro um tampão de ouvidos!"

 

Mas, com esta recordação fiquei também entre a compreensão do que sente o cachopo e o exaspero de não saber o que mais lhe dizer/fazer para ele se calar...

Entre a necessidade de por vezes ter silêncio e o sentimento de que estou a querer mudar algo que é dele: uma alegria, uma energia, uma vitalidade, uma pressa de se fazer ouvir e de ser escutado, que por vezes irrita de facto... Por vezes, exaspera mesmo, mas eu não quero ter "um banana"! Eu quero um filho que diga o que pensa! Que fale quando acha que o deve fazer e não se "encolha" só porque sim, para não incomodar...

 

Sim, ok. Há que ter respeito pelos outros e também permitir aos outros falar.

Sim, há regras. Vivemos em sociedade e temos de as cumprir.

Sim, tudo bem. Mas ele tem 3 anos. Terá de aprender a moderar, é certo. Mas...

 

Há uns tempos, na creche,chateavam-me com o oposto: Que estava muito tímido e não falava, nem respondia às preguntas feitas em grupo, apesar de saber as respostas... E, então? Em que ficamos? Não pode estar calado, nem pode estar a falar...

 

E, que adulto quer ficar sentado a ouvir uma história que não lhe interessa?

Bute lá, malta, vamos todos sentar ali no chão, muito quietinhos, sem mexer mesmo, a ouvir declamar todos os versículos da Bíblia / os Lusíadas / uma enciclopédia de uma ponta à outra!  (Sim, porque ele tem 3 anos... 5minutos de seca devem equivaler nesta idade a 1h ou 2 horas...) Bora?

 

E, quem quer ficar sentado não sei quanto tempo numa cama a olhar para o tecto calado? (Ok, ok, eu até alinhava nisso hoje em dia, porque ia mesmo dormir...)

Eu lembro-me dos dormitórios de todas as creches em que andei! Para mim, a sesta era uma seca, senão tortura! E, por isso, quando apanhava os adultos distraídos, quando eles saiam da sala, eu parava de fingir que estava a dormir e acordava o pessoal todo! hihihihi

Ele ao menos nunca fez isso!!!!! É bem melhor comportado do que eu! E pior! Safada como eu era, depois de estar tudo aos pulos por os ter acordado, quando os adultos entravam na sala por ouvirem a barulheira, eu fazia de conta que estava a dormir!!!!!

 

Sim, ter um gramofone / tagarela em casa ou por perto, às vezes chateia... Mas quero mesmo mudar isso? É assim tão importante? Sim, seria muito mais fácil (para os adultos) se ele fosse caladinho e quietinho... Um daqueles que se vêem nos filmes, que mal se ouvem e quase não mexem... Mas gente! Eu se quisesse um "Nenuco" tinha comprado um!!!!!

Este pode dar trabalho, mas foi feito com carinho e eu gosto dele assim, mesmo que ao final do dia sinta que um camião me passou por cima, ou que me buzinaram o dia todo aos ouvidos até ter a cabeça a latejar....

 

E, depois também há aquela questão, como nas anedotas, de que depois de mudarmos a pessoa ao nosso gosto, parece que já nem é a mesma... Da mulher que mudou o marido, mas agora quer o marido antigo de volta...

 

Há tempos, dizia-me uma tia minha :

- "Eras uma tagarela tão grande, que nunca te calavas, e agora estás sempre tão caladinha..."

Minha resposta:

- "Pois! Tanto me disseram para me calar, que eu calei-me!"

 

Por isso, boa gente, tenho más notícias! Contem comigo para o ajudar a moderar e principalmente para o ajudar a perceber que deve respeitar os outros e dar-lhes "tempo de antena" também. Mas se ele quiser cantar a lavar os dentes, as viagens de carro todas, exigir ser ouvido quando tem algo que considera importante para dizer e por aí a fora (como ele faz), desde que não ultrapasse um limite de volume razoável (não esteja sempre aos gritos), por mim, está-se bem! :P

Crescer é...

... perceber que nem tudo se divide em preto e branco. Existem tonalidades e cores múltiplas. 

... perceber que  ninguém é perfeito. E muito menos nós. 

... perceber que a vida nem sempre permite fazer ou ser aquilo que sonhámos na infância ou adolescência. 

... perceber que existem níveis gradativos para aquilo que cada um consegue aceitar e viver com,  mesmo que isso não lhe agrade. 

... perceber que há prioridades na vida e que estas se sobrepõem e nos motivam para fazer mesmo o que não gostamos. 

... perceber que ser "crescido" não sinónimo, mas antónimo de fazer o que nos apetece. Faz-se na mesma o que se tem de fazer (com ou sem vontade), a diferença é que os "adultos" obrigam-se a eles próprios.

... perceber que querer não é sinónimo de acontecer, mesmo que se queira muito, pois simplesmente às vezes isso é impossível (lamento malta da Psicologia positiva).

... perceber que é importante ter aspirações, desejos e sonhos, mas manter o pé no chão para não bater com os "queixos".

... perceber que é preciso ir à luta e aceitar as oportunidades que a vida nos dá, nem que isso nos leve a repensar e a avaliar todo o nosso percurso e caminho futuro.

... perceber que toda a ação tem consequências e nenhuma decisão surge no nada ou num campo de abstração teórica.

... perceber que a liberdade de cada um termina onde começa a dos outros e que isso não é apenas um dizer: é mesmo para pôr em prática.

... perceber que não podemos fazer ou dizer tudo o que nos passada pela cabeça ou que nos apetece. Ou pelo menos, ter noção de que os outros podem reagir, fazendo ou dizendo também o que lhes apetecer.

... perceber que muitas vezes, mais do que o que se diz, importa o modo como se diz.

... perceber que há uma diferença grande entre assertividade e agressividade, tal como a há entre frontalidade e má educação.

... perceber que nem toda a gente gostará de nós e que isso não importa: se gostarmos de nós, mesmo tendo apenas 1, 2, 3 pessoas realmente importantes na nossa vida, temos toda a gente que precisamos. 

... perceber que devemos sempre ser simpáticos com os outros, mas às vezes dá jeito ser antipático (o que não quer dizer mal-educado).

... perceber que importa escutar os outros.

... perceber que nem sempre vamos concordar com os outros, mas isso não quer dizer que a nossa opinião é mais válida ou que devemos dar tudo para os convencer daquilo em que acreditamos.

... perceber que cabem no mundo todas as opiniões, cores, ideologias, preferências, personalidades, etc. e que isso é parte do que faz a vida ser fantástica (mesmo que às vezes nos irritemos).

... perceber que as divergências devem ser vividas em respeito e não impedem amizades ou amores.

... perceber que ninguém sabe melhor do que o próprio o que é melhor para si.

... perceber a diferença entre o essencial e o acessório, e "selecionar chatices" a partir daí (decidir com o que vale a pena preocuparmo-nos ou chatearmo-nos).

... perceber que é importante aprender a relativizar se queremos manter a sanidade mental.

 

... E, principalmente, conseguir aceitar isto tudo em nós.

Será talvez esta a parte mais difícil: aceitar e viver em paz com o que somos/temos.

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O dia promete #2 ou...

... o ano promete... Raios!

 

Dia 30/12 a ... até acabar caixa) Começo o Ano a tomar antibiótico por causa de uma amigdalite que não passa.

 

Dia 2/1/2017) Vou trocar a carteira que o maridão me deu por uma carteira/mala de portátil grande (que o meu portátil não cabe me qualquer lado), e depois de tirar etiqueta e deitar talão fora, ligo o portátil... e

Está avariado e não sei se tem salvação... Nem eu tenho salvação se tiver de trocar de portátil para escolher uma malinha mais pequena que eu bem preferia...

E, bosta, backup mais recente tem um mês, é parcial e o backup anterior completo tem quase 1 ano...

#$%@&"#$%%@

 

Dia 3/1/2017) Estou a levar o meu filho à "escolinha" e vejo um passarito que parece que se vai atravessar à frente do carro. Travo... Espero pelo barulho... Procuro nos retrovisores o passarito...

Nada. Nem barulho, nem passarito... Espero (peço...) que o passarito se tenha esgueirado, pois não ouvi barulho nenhum...

Deixo o cachopo na escola a correr que estou atrasada.

Chego ao carro e olho para o pára-choques. Tenho um passarito lindo, pequenino, preso nos intervalos da grelha frontal... morto.

Tiro-o do pára-choques com vontade de chorar. Confirmo que está morto. Embrulho-o num lenço e levo-o para o contentor do lixo.

 

 

2017... bem vindo...  ou não...

Espero que seja indicação de que agora será sempre melhor... E não um prenúncio do que está para vir...

 

 

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