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Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Ice AVenturaS

A Aventura de estar no topo do meu Iceberg... Ou seja, da minha mente! Pensamentos, reflexões, experiências, assuntos sérios ou maluquices da pessoa, mãe e psicóloga... Uma viagem talvez alucinante e meio louca!

Crescer é...

... perceber que nem tudo se divide em preto e branco. Existem tonalidades e cores múltiplas. 

... perceber que  ninguém é perfeito. E muito menos nós. 

... perceber que a vida nem sempre permite fazer ou ser aquilo que sonhámos na infância ou adolescência. 

... perceber que existem níveis gradativos para aquilo que cada um consegue aceitar e viver com,  mesmo que isso não lhe agrade. 

... perceber que há prioridades na vida e que estas se sobrepõem e nos motivam para fazer mesmo o que não gostamos. 

... perceber que ser "crescido" não sinónimo, mas antónimo de fazer o que nos apetece. Faz-se na mesma o que se tem de fazer (com ou sem vontade), a diferença é que os "adultos" obrigam-se a eles próprios.

... perceber que querer não é sinónimo de acontecer, mesmo que se queira muito, pois simplesmente às vezes isso é impossível (lamento malta da Psicologia positiva).

... perceber que é importante ter aspirações, desejos e sonhos, mas manter o pé no chão para não bater com os "queixos".

... perceber que é preciso ir à luta e aceitar as oportunidades que a vida nos dá, nem que isso nos leve a repensar e a avaliar todo o nosso percurso e caminho futuro.

... perceber que toda a ação tem consequências e nenhuma decisão surge no nada ou num campo de abstração teórica.

... perceber que a liberdade de cada um termina onde começa a dos outros e que isso não é apenas um dizer: é mesmo para pôr em prática.

... perceber que não podemos fazer ou dizer tudo o que nos passada pela cabeça ou que nos apetece. Ou pelo menos, ter noção de que os outros podem reagir, fazendo ou dizendo também o que lhes apetecer.

... perceber que muitas vezes, mais do que o que se diz, importa o modo como se diz.

... perceber que há uma diferença grande entre assertividade e agressividade, tal como a há entre frontalidade e má educação.

... perceber que nem toda a gente gostará de nós e que isso não importa: se gostarmos de nós, mesmo tendo apenas 1, 2, 3 pessoas realmente importantes na nossa vida, temos toda a gente que precisamos. 

... perceber que devemos sempre ser simpáticos com os outros, mas às vezes dá jeito ser antipático (o que não quer dizer mal-educado).

... perceber que importa escutar os outros.

... perceber que nem sempre vamos concordar com os outros, mas isso não quer dizer que a nossa opinião é mais válida ou que devemos dar tudo para os convencer daquilo em que acreditamos.

... perceber que cabem no mundo todas as opiniões, cores, ideologias, preferências, personalidades, etc. e que isso é parte do que faz a vida ser fantástica (mesmo que às vezes nos irritemos).

... perceber que as divergências devem ser vividas em respeito e não impedem amizades ou amores.

... perceber que ninguém sabe melhor do que o próprio o que é melhor para si.

... perceber a diferença entre o essencial e o acessório, e "selecionar chatices" a partir daí (decidir com o que vale a pena preocuparmo-nos ou chatearmo-nos).

... perceber que é importante aprender a relativizar se queremos manter a sanidade mental.

 

... E, principalmente, conseguir aceitar isto tudo em nós.

Será talvez esta a parte mais difícil: aceitar e viver em paz com o que somos/temos.

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